segunda-feira, 12 de junho de 2017

UMA IÚNA PARA MESTRE PATINHO

Mestre Patinho, em roda na praça Nauro Machado















O artista popular Antônio José da Conceição Ramos, mais conhecido como Mestre Patinho, faleceu em São Luís, na manhã deste domingo (11), aos 66 anos. Ele era considerado referência em capoeira no estado. Formado em Educação Física pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), mestre de capoeira, atleta de judô, karatê e jiu jitsu, bailarino clássico e especialista em ginástica olímpica, Mestre Patinho criou a primeira Escola de Capoeira do Maranhão, no Laborarte.












Mestre Patinho apaixonou-se pela capoeira à primeira vista e teve suas primeiras aulas com Jessé Lobão e depois com Roberval Serejo. No final da década de 60, conheceu aquele que viria a ser seu grande mestre nessa arte, o baiano Mestre Sapo. Em 1985, fundou a Escola de Capoeira do Laborarte e, em 1992, o ‘Festival de Cânticos da Capoeira’ para evidenciar a musicalidade como um dos principais fundamentos da capoeira. Em 1990, o mestre Canjiquinha reconheceu publicamente Patinho como mestre descendente de sua linhagem.






Quando deu início às atividades da Escola de Capoeira Angola do Laborarte, Mestre Patinho colocou-se diante de um grande desafio: quebrar o estigma da capoeira vista apenas como uma luta de tendências violentas. Para tanto, ainda no final da década de 80, criou a roda aberta a capoeiristas de outros grupos, que existe até hoje.





O Festival de Cânticos, realizado durante cinco anos consecutivos, também fez parte da estratégia de divulgação da capoeira como arte, além do IÊ! Camará – ‘Encontro de Capoeira Angola’ cujo objetivo era aprofundar os conhecimentos sobre o movimento. Nas seis edições do evento, São Luís recebeu mestres como Canjiquinha, Paulo dos Anjos e Leopodina, já falecidos. Moraes, Nô, Augusto, Lua Rasta e o historiador Fred Abreu também abrilhantaram o IÊ Camará.

Leia mais: http://jornalpequeno.blog.br/manoelsantos/2017/06/12/mestre-patinho-idolo-da-capoeira-no-maranhao-morre-em-sao-luis/#ixzz4jnEJKT8i




quinta-feira, 25 de maio de 2017

TREINO COM A GALERA BOA DO RAÍZES

TREINO COM A GALERA BOA DO RAÍZES







CAPOEIRA RAÍZES MAIS FORTE DO QUE NUNCA

Depois da mudança para a nova sede de treinamento, os trinos estão acontecendo todas as segundas e sextas feiras, das 19:00hs as 21:00hs, sob a supervisão do Mestre pedro, Professor Naldo e Monitores.

  As matrículas estão abertas para crianças a partir de 7 anos, jovens e adultos, sendo o treinamento adaptado para cada faixa etária.

Estamos de portas abertas para receber nossos parceiros.

Salve, Capoeira... 
















quarta-feira, 17 de maio de 2017

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Associação Cultural Afrobrasileira Raízes informa que, devido ao desligamento do mestre Nelson da nossa Associação, não estamos mais desenvolvendo atividades na sede da ACIBR, na rua Hungria, entidade da qual o mestre Nelson é presidente. 

Estamos sediados na Rua Bolívia, 246 (Rua em frente a praça da Paixão) no bairro do Anjo da Guarda, em parceria com o CAN (Clube Amigos da Natureza) sob o comando do Mestre pedro e do professor Naldo. 



Estamos com matrículas abertas para crianças a partir de 6 anos de idade e adultos. E como sempre, estamos de portas abertas para os nossos camaradas Capoeiras.

"Dê uma rasteira nas drogas, pratique Capoeira"

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Capoeira Raízes por aí a fora!

Evento da FEDERAÇÃO MARANHENSE DE CAPOEIRA NO BAIRRO DO MONTE CASTELO - SÃO LUÍS - MA-






RODA NA SEDE DA ASSOCIAÇÃO NO BAIRRO DO ANJO DA GUARDA
- SÃO LUÍS - MA -





EVENTO DE JIBOIÃO NA CIDADE DE PINHEIRO - MA






RODA NO CONVENTO DAS MERCÊS
- SÃO LUÍS - MA -



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Por que só os desenformados comemoram o 13 de maio, como o dia da abolição da escravatura?



A Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel em 1888


A Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, foi assinada em 13 de maio de 1888. A data, no entanto, não é comemorada pelo movimento negro. A razão é o tratamento dispensado aos que se tornaram ex-escravos no País. “Naquele momento, faltou criar as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade”, disse Luiza Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).


Após o fim da escravidão, de acordo com o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), em sua obra "A integração do negro na sociedade de classes", de 1964, as classes dominantes não contribuíram para a inserção dos ex-escravos no novo formato de trabalho.

Mais: Conheça as leis que acabaram com a escravidão no País
Exemplo: Fim da escravidão nos EUA deu impulso a campanhas abolicionistas

“Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que o Estado, a Igreja ou qualquer outra instituição assumisse encargos especiais, que tivessem por objeto prepará-los para o novo regime de organização da vida e do trabalho”, diz o texto.


Reprodução/Victor Meirelles/Wikimedia Commons

"Abolição da Escravatura", quadro de Victor Meirelles


De acordo com a Bairros, houve, então, um debate sobre a necessidade de prover algum recurso à população recém-saída da condição de escrava. Esse recurso, que seria o acesso à terra, importante para que as famílias iniciassem uma nova vida, não foi concedido aos negros. Mesmo o já precário espaço no mercado de trabalho que era ocupado por essa população passou a ser destinado a trabalhadores brancos ou estrangeiros, conforme Luiza Bairros.

Integrante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Alexandre Braga explica que “O 13 de maio entrou para o calendário da história do país, então não tem como negar o fato. Agora, para o movimento negro, essa data é algo a ser reelaborado, porque houve uma abolição formal, mas os negros continuaram excluídos do processo social”.

“Essa data é, desde o início dos anos 80, considerada pelo movimento negro como um dia nacional de luta contra o racismo. Exatamente para chamar atenção da sociedade para mostrar que a abolição legal da escravidão não garantiu condições reais de participação na sociedade para a população negra no Brasil”, completou a ex-ministra.

Ela defende, porém, que as mudanças nesse cenário de exclusão e discriminação estão acontecendo. “Nos últimos anos, o governo adotou um conjuntos de políticas sociais que, aliadas à política de valorização do salário mínimo, criou condições de aumento da renda na população negra”.



Inclusão do negro ainda é meta

Apesar dessas políticas, tanto a ex-ministra quanto Braga entendem que ainda há muito por fazer.

O representante da Unegro cita algumas das expressões do racismo e da desigualdade, no país: “No Congresso, menos de 9% dos parlamentares são negros, enquanto que a população que se declara negra, no Brasil, chega a 51%. Estamos vendo também manifestações de racismo nos

esportes, principalmente no futebol. Ainda temos muito a caminhar”.


“Ainda estamos tentando recuperar a forma traumática como essa abolição aconteceu, deixando a população negra à sua própria sorte. Como os negros partiram de um patamar muito baixo, teremos que acelerar esse processo com ações afirmativas, para que possamos sentir uma diminuição mais significativa das desigualdades”, explicou Bairros.








Ensaio fotográfico denuncia racismo na universidade